
Investigadores no Japão identificaram um gene que desempenha um papel crucial na germinação de sementes de tomate sob temperaturas elevadas. A descoberta poderá abrir caminho ao desenvolvimento de variedades mais resistentes às alterações climáticas e ajudar a proteger a produção agrícola em regiões cada vez mais quentes.
✍️ Carla Amaro / CiB
A investigação revelou que o gene SlIAA9 atua como um repressor na via de sinalização hormonal das plantas. Em experiências realizadas pelos cientistas, plantas de tomate sem este gene conseguiram manter elevadas taxas de germinação e um crescimento saudável mesmo sob calor extremo — condições que normalmente provocam dormência ou anomalias nas plântulas de tomate convencionais.
Segundo os investigadores da Universidade de Tsukuba, a ausência do gene permite às sementes lidar melhor com o stress térmico através da produção de níveis mais elevados de enzimas antioxidantes e proteínas de choque térmico. Estes mecanismos biológicos ajudam a reduzir os danos celulares provocados pelo calor e favorecem o desenvolvimento normal da planta.
Os autores do estudo sublinham que esta descoberta representa uma importante base genética para o desenvolvimento de culturas agrícolas mais resilientes ao clima. Com o aumento das temperaturas globais, a criação de variedades de tomate capazes de resistir ao calor durante as fases iniciais do crescimento poderá tornar-se essencial para garantir a segurança alimentar e apoiar a agricultura em regiões vulneráveis ao aquecimento.
Mais informações estão disponíveis no site da University of Tsukuba.
