OGM | Plantas que brilham no escuro podem iluminar cidades sem eletricidadeBlog
📸 CGTN via AP

Na China foram desenvolvidas plantas geneticamente modificadas capazes de emitir luz própria, abrindo caminho a novas soluções de iluminação urbana sustentável.

✍️ Carla Amaro / CiB   


Um grupo de investigadores em Pequim apresentou recentemente plantas bioluminescentes capazes de emitir luz no escuro, sem necessidade de eletricidade. O anúncio foi feito durante o Fórum de Zhongguancun, onde foram exibidas várias espécies vegetais com esta capacidade inovadora.

O desenvolvimento resulta da aplicação de técnicas de engenharia genética que permitem transferir para plantas genes responsáveis pela bioluminescência, provenientes de organismos como pirilampos e fungos luminosos. Graças a esta abordagem, espécies como orquídeas, girassóis e crisântemos passaram a emitir um brilho natural.

Para além do impacto visual, estas plantas apresentam potencial como alternativa de iluminação de baixo consumo. Por não necessitarem de eletricidade, podem ser utilizadas em parques, jardins e espaços públicos, funcionando apenas com água e nutrientes. Esta solução poderá contribuir para reduzir o consumo energético, diminuir emissões e promover cidades mais sustentáveis.

O avanço demonstra também o impacto transversal da biotecnologia. As mesmas técnicas são utilizadas na investigação biomédica, permitindo estudar doenças ao nível celular e acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos. No setor agrícola, têm contribuído para o desenvolvimento de culturas mais resistentes a pragas, doenças e condições climáticas adversas, reforçando a segurança alimentar global.

Este tipo de inovação mostra como a biotecnologia evoluiu de uma ferramenta de laboratório para uma plataforma essencial na resposta a desafios globais, desde a energia até à saúde e alimentação. Este avanço abre novas possibilidades tecnológicas e reforça o papel da ciência no desenvolvimento de soluções sustentáveis para os desafios atuais.