
Um estudo publicado na revista GM Crops & Food conclui que o milho transgénico DP51291, desenvolvido para combater o escaravelho-da-raiz do milho, não representa riscos significativos para organismos não-alvo nos ecossistemas agrícolas.
Uma avaliação ambiental recente avaliou a segurança do milho geneticamente modificado DP-Ø51291-2 (DP51291), concebido para produzir a proteína IPD072Aa, eficaz no controlo do escaravelho-da-raiz do milho (Diabrotica spp.), uma das pragas mais prejudiciais desta cultura. O estudo concluiu que o cultivo deste milho transgénico não causa efeitos adversos relevantes em espécies não visadas, como insetos benéficos, polinizadores, aves, mamíferos e organismos do solo e meio aquático.
A investigação envolveu ensaios comparativos entre o milho GM DP51291 e variedades convencionais geneticamente próximas (isolineares), com especial foco na abundância, diversidade e estabilidade de populações de artrópodes não-alvo, incluindo abelhas, lepidópteros e insetos predadores. Os resultados mostraram alta taxa de sobrevivência e ausência de efeitos comportamentais ou de desenvolvimento, mesmo com doses superiores às que ocorrem naturalmente no ambiente.
Estes ensaios de campo foram realizados em três estados dos EUA com forte produção de milho — Illinois, Iowa e Pensilvânia — e confirmaram a ausência de impactos negativos em grupos funcionais essenciais, como joaninhas, vespas parasitas, aranhas e colêmbolos. A consistência dos dados entre diferentes regiões reforça a robustez da conclusão.
O estudo afirma que o milho GM DP51291 é improvável de causar efeitos adversos desproporcionados em organismos não-alvo, e representa uma alternativa segura e eficaz no combate a pragas, com potencial para reduzir a dependência de pesticidas convencionais.
Leia o estudo na revista GM Crops & Food.
