Portuguese English French German Italian Russian Spanish

Parceiros Científicos
do CiB

Resultados do Concurso - Plantas Transgénicas: 30 anos de História(s)

Resultados do Concurso

 Plantas Transgénicas: 30 anos de História(s)

 

 

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia informa todos os interessados que, após rigorosa avaliação dos projectos enviados ao Concurso – Plantas Transgénicas: 30 anos de História(s), organizado no ano lectivo de 2012/2013, o júri tomou hoje, 14 de Maio de 2013, uma decisão final.

Ao abrigo do Ponto 8 e do ponto 10.3 do Regulamento, foi decidido por unanimidade pelos membros do júri não atribuir qualquer prémio ou menção honrosa.

O júri do concurso foi composto por quatro elementos:

- Pedro Fevereiro (investigador especialista em biotecnologia de plantas e presidente da direcção do CiB)

- Sofia Duque (investigadora especialista em biotecnologia de plantas com experiência como professora de biologia do ensino básico e secundário)

- Susana Araújo (investigadora especialista em biotecnologia de plantas)

- Rita Caré (bióloga e especialista em comunicação e educação em ciência)

 

Segundo o Ponto 10.4. do Regulamento estipulado, das decisões do júri não haverá recurso.

 

Pedro Fevereiro (Presidente da Direcção do CiB)


MAIS INFORMAÇÕES

 

ESCLARECIMENTO - Como evitar ser manipulado à custa dos OGM



ESCLARECIMENTO
Como evitar ser manipulado à custa dos OGM

 

26 Fevereiro 2013 - Comunicado do CiB Portugal

 

[click to read this press release in English]

 

 

Ontem a intitulada “Plataforma Transgénicos Fora” emitiu um comunicado onde diz ter analisado a presença de OGM – Organismos Geneticamente Modificados - em hipermercados portugueses. Este comunicado é um exercício de desinformação e mais uma peça de manipulação, infelizmente com eco em alguns meios de comunicação social.

 

É também uma forma de tentar aterrorizar os consumidores e fazer os distribuidores e vendedores questionarem-se sobre a qualidade dos produtos que fornecem aos seus clientes. Na verdade nada há a temer. Estes produtos são tão seguros e inócuos como os produzidos com plantas convencionais.


Não existe qualquer risco no consumo de óleos alimentares produzidos a partir de soja geneticamente modificada. Não só estes alimentos foram profusamente testados antes de serem utilizados para consumo, como são aprovados pela EFSA - Agência Europeia de Segurança Alimentar. Finalmente, estão há mais de 15 anos no mercado, sem que qualquer questão de saúde pública se tenha levantado resultante do seu uso como alimento.


É extraordinário que os meios de comunicação social aceitem publicitar um estudo equívoco, feito sem qualquer controlo, por um grupo completamente conotado, sem sequer procurarem outras fontes ou contraditarem o que lhes é apresentado.

 

Este comunicado é emitido num momento em que mais uma vez se verifica o aumento da produção mundial de variedades vegetais geneticamente modificadas (aumento de 6% em relação a 2012, 170 milhões de hectares, 17,3 milhões de agricultores), em que variedades transgénicas de arroz e feijão foram aprovadas para ser produzidas e em que em todo o mundo se verifica as vantagens ambientais do uso das variedades geneticamente modificadas. De facto esta tecnologia tem repetidamente comprovado a excelente qualidade dos seus produtos e a redução dos impactes ambientais devido à sua utilização na produção agrícola.

 

Os consumidores, os vendedores e os distribuidores podem ficar descansados: nada há de prejudicial nestes produtos. E há fontes fidedignas e idóneas que podem – e devem – ser consultadas que permitem confirmá-lo.    
 
 
 
 

Transgénicos: Países em desenvolvimento cultivam mais do que países industrializados

Transgénicos:

Países em desenvolvimento cultivam mais do que países industrializados

21 Fevereiro 2013 - ISAAA - CiB Portugal

Em 2012, pela primeira vez os países em desenvolvimento ultrapassaram os países industrializados na utilização de plantas geneticamente modificadas na agricultura, tendo cultivado 52 por cento da área global de 170 milhões de hectares. Houve assim um aumento global de 6% em relação ao ano anterior. Esta tecnologia agrícola foi utilizada por 17,3 milhões de agricultores, sendo que 15 milhões são agricultores de países em desenvolvimento.

O relatório anual sobre o cultivo de plantas transgénicas foi divulgado ontem, 20 de Fevereiro de 2013, pelo ISAAA - International Service for the Acquisition of Agri-Biotech Applications

 

GlobalAreaGMCrops-1996-2012-ISAAA

 

Os dados divulgados são contrários à previsão dos críticos que, ao longo dos anos, têm declarado que esta tecnologia foi criada para o benefício dos países desenvolvidos e que não seria utilizada nos países do terceiro mundo. A cada ano que passa, desde 1996, tem-se verificado que essa visão não faz qualquer sentido, uma vez que a agrobiotecnologia contribui para:

  • o aumento da produtividade das culturas;
  • a redução na utilização de combustíveis fósseis;
  • a redução de tempo de utilização de máquinas agrícolas e de mão-de-obra;
  • a redução de utilização de pesticidas;
  • maior qualidade dos produtos;
  • maior rentabilidade para os agricultores;
  • maior protecção ambiental,
  • maior protecção para a saúde dos próprios agricultores
  • maior segurança alimentar dos consumidores (animais e humanos).
 

Continuar...

Uso de culturas transgénicas provoca aumento de biodiversidade

 

nature logo



Uso de culturas transgénicas
provoca aumento de biodiversidade

25 Janeiro 2013 - CiB Portugal


Um estudo publicado na revista Nature (1) sugere que o cultivo de algodão Bt – geneticamente modificado para resistir ao ataque de pragas de insectos, como afídios – contribui para o aumento da biodiversidade nos ecossistemas agrícolas, fomentando uma agricultura mais sustentável.

A utilização deste algodão transgénico representa mais uma vantagem adicional a outras já bem conhecidas: o aumento da produtividade das culturas, uma vez que não existe destruição das plantas por parte das pragas; e a redução da aplicação de pesticidas para combater essas pragas, uma vez que deixam de actuar sobre as culturas.

Os autores deste artigo da Nature – considerada uma das revistas científicas mais importantes da actualidade – basearam-se em estudos realizados durante 20 anos (entre 1990 e 2010), em 36 locais de províncias chinesas. Na sua análise, os investigadores mostraram que existe um aumento da abundância de insectos predadores benéficos (joaninhas, crisopas e aranhas) para os ecossistemas agrícolas dos campos de algodão Bt e para os campos vizinhos de culturas convencionais (algodão, milho, amendoim e soja).

O aumento demonstrado de biodiversidade nos campos de algodão transgénico e nos seus campos vizinhos explica-se pelo seguinte: uma vez que há redução de insecticidas nas culturas de algodão Bt, então há também uma redução da mortalidade dos insectos predadores das pragas que aumentam a sua presença. Em consequência, o aumento do número e da acção desses insectos benéficos funciona como biocontrolo das pragas de afídios.

Continuar...

EFSA dá total acesso público a dados sobre milho transgénico NK603

 

Comunicado

 

EFSA dá total acesso público
a dados sobre milho transgénico NK603

 

Numa acção inédita (1), a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) disponibilizou todos os dados relativos à avaliação de risco do milho geneticamente modificado NK603, tolerante a herbicidas.

O debate sobre a segurança alimentar do milho NK603 tem estado em cima da mesa nos últimos meses após a publicação, em Setembro de 2012, de um estudo sem credibilidade científica que sugere o desenvolvimento de cancro em ratos depois destes terem sido alimentados com esse tipo de milho transgénico - Ver notas em baixo sobre este artigo.

A EFSA informou que os dados das avaliações de risco de passarão a ser totalmente disponibilizados e que permitirá também a presença de observadores externos nas reuniões dos comités e painéis científicos. O objectivo é promover a melhor compreensão das avaliações científicas de risco e a transparência dos processos.

Com a disponibilização destes dados, a EFSA tem a expectativa de ajudar os cientistas de diferentes áreas a desenvolverem investigação que possa vir a enriquecer o conhecimento científico a ser incluído nas avaliações de risco.

Desta forma, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar considera que as conclusões das avaliações de risco tornar-se-ão fortalecidas e a protecção da saúde pública sairá reforçada.


1 - Comunicado da EFSA - EFSA promotes public access to data in transparency initiative

 

Notas sobre o artigo de Séralini e colaboradores “Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize” - publicado na revista “Food and Chemical Toxicology” em Setembro de 2012

Continuar...