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Milho transgénico resiste à praga da broca - Agricultores apontaram vantagens

COMUNICADO

Milho transgénico resiste à praga da broca
Agricultores apontaram vantagens do milho Bt num encontro em Elvas

28 Setembro 2006


Ontem, 27 de Setembro de 2006, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia organizou uma visita a campos de milho transgénico da região de Elvas, na qual participaram agricultores e jornalistas. Os agricultores explicaram como esta tecnologia pode ser uma alternativa na agricultura portuguesa e os motivos pelos quais escolheram produzir variedades geneticamente modificadas nos seus campos.

Foi visitada uma propriedade de José Maria Rasquilha, o maior produtor de milho Bt em Portugal, onde foi possível observar a colheita. Verificou-se a boa qualidade e homogeneidade do milho produzido, assim como a total ausência da broca – larvas das espécies Sesamia nonagrioides e Ostrinia nubilalis -, uma praga que pode destruir em 20 a 60 por cento a cultura convencional, em algumas regiões do nosso pais. Segundo o agricultor, a rentabilidade da produção de milho na região de Elvas pode aumentar para cerca de 15 a 20 por cento, se forem cultivadas variedades transgénicas, também denominadas como geneticamente modificadas.

Foi ainda visitado um campo de Maria do Amparo Barbas com ensaios de variedades transgénicas e convencionais.


Constatou-se o ataque da broca nas variedades convencionais e o efeito mais notável, neste último caso, foi o número reduzido de linhas de grãos e a presença de galerias e lagartas nas maçarocas, e o seu reduzido peso quando comparado com as maçarocas de milho Bt.


Benefícios do Milho Bt


Os agricultores referiram que alguns dos benefícios da produção de milho Bt são: aumento da qualidade do produto, garantia de máxima produtividade, redução do uso de pesticidas, redução de custos de produção, redução de impactos ambientais e benefícios financeiros para os agricultores.


Segundo Pedro Fevereiro, presidente do CiB: “Os agricultores deixaram claro que Portugal não deve rejeitar o uso das variedades de milho geneticamente modificado, aprovadas pela União Europeia. Mas que, observando os cuidados relativos às particularidades inerentes a esta tecnologia, a mesma deve poder ser avaliada pelos agricultores em cada região e implementada no caso dos resultados serem positivos. Os agricultores referiram também que esta é mais uma das ferramentas disponíveis para rentabilizarem as suas produções de milho e que a utilização destas variedades não lhes provoca qualquer dependência das empresas fornecedoras das sementes geneticamente modificadas.”

Neste encontro estiveram presentes os agricultores José Maria Telles Rasquilha, Maria do Amparo Barbas, Gabriela Cruz, Jos Van Archt e Luís Bulhão.



 

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