OGM | Agrobiotecnologia pode ajudar a reduzir a fome no mundoBlog

Cientistas, académicos e sociedade civil reconhecem o papel crucial da agrobiotecnologia na transformação do sistema global de alimentos e no cumprimento da meta 2 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – fome zero até 2030.

Durante o Food Systems Summit Dialogue: Role of Ag Biotech in Transforming Food Systems, que se realizou a 23 de julho, cientistas, académicos e representantes da sociedade civil afirmaram que são inegáveis as evidências de que a biotecnologia teve um impacto geral positivo na agricultura e que se for adotada de forma mais ampla pode ser fundamental para cumprir a Meta 2 dos ODS, que visa acabar com a fome no mundo, aumentar a nutrição e apoiar a sustentabilidade agrícola nos próximos nove anos.

No encontro, organizado pela Alliance for Science e que reuniu também agricultores de todo o mundo, o CEO da Farming Future Bangladesh garantiu que “com a produção de beringela Bt, geneticamente modificada para resistir a pragas, os agricultores do país aumentaram seis vezes os seus ganhos”.

Se os sistemas alimentares mundiais forem transformados para enfrentar o desafio de alimentar as mais de 811 milhões de pessoas que passam fome em todo o mundo, “mais oportunidades devem ser criadas para que os agricultores possam ter acesso à biotecnologia agrícola”, defendeu Arif Hossain.

Presente esteve também o economista agrícola britânico Graham Brookes, diretor da PG Economics no Reino Unido, tendo afirmado que a adoção de culturas GM entre 1996 e 2018 produziu mais 824 milhões de toneladas de alimentos, rações e fibras em todo o mundo e garantiu ganhos extra aos agricultores na ordem dos 225 mil milhões de dólares. A tecnologia, assegurou Graham Brookes, também permitiu reduzir o uso de pesticidas em 8,6%, o que resultou numa redução de 19% dos impactos ambientais associados, e diminuiu as emissões de carbono (o equivalente a tirar 15,3 milhões de carros das estradas).

O Food Systems Summit Dialogue é um dos inúmeros eventos que estão a decorrer em todo o mundo antes da Conferência dos Sistemas Alimentares da ONU, em setembro, em Nova Iorque, onde se vai debater o futuro dos sistemas alimentares mundiais.

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