Estudo | Melhoramento genético pode aumentar valor nutricional das frutasBlog
Créditos: Odd Fellow / Unsplash

O efeito benéfico dos nutrientes na saúde reúne consenso. O mesmo não sucede com a aplicação de ferramentas biotecnológicas para aumentar o aporte nutricional dos alimentos. Isto, apesar dos cientistas afirmarem que a biotecnologia pode aumentar a qualidade, por exemplo das frutas, conforme se lê na revisão de um estudo.

Os nutrientes são responsáveis pela regulação de diversos processos metabólicos e bioquímicos e contribuem para a prevenção de doenças crónicas. Uma vez que as frutas são fontes naturais de variados nutrientes, inclui-las na nossa dieta é meio caminho andado para uma alimentação equilibrada.

Os seus efeitos benéficos na saúde incentivam cientistas em todo o mundo a procurar novas formas de melhorar o aporte nutricional das frutas. Foi esse o mote para a revisão de um estudo, publicada na ScienceDirect, que resume justamente muitas das tentativas realizadas durante as últimas décadas para aumentar a qualidade nutricional de árvores de fruto através quer da aplicação de tecnologias de melhoramento tradicional e molecular, quer das novas técnicas de melhoramento (NBT), entre as quais a edição de genomas.

“O aumento dos níveis de micro/macronutrientes e a diminuição da quantidade de antinutrientes são considerados objetivos principais para a melhoria do valor nutricional das árvores frutíferas”, lê-se na revisão intitulada Melhoria da qualidade nutricional em espécies de árvores frutíferas através de abordagens tradicionais e biotecnológica.

Sobre as ferramentas biotecnológicas, os autores afirmam que “permitiram a identificação e validação de genes envolvidos na regulação de classes específicas de compostos nutricionais em árvores frutíferas, úteis na obtenção de produtos melhorados nutricionalmente”. Ou seja, as “NBT são tecnologias alternativas às técnicas clássicas de melhoramento para regular um ou mais nutrientes essenciais das árvores frutíferas, de maneira mais rápida e precisa”.

Nesta revisão, os autores destacam alguns aspetos como as várias limitações apresentadas pelo melhoramento convencional, a otimização do melhoramento convencional através da aplicação de técnicas moleculares, a capacidade das novas ferramentas biotecnológicas para melhorar a qualidade, a preocupação que a engenharia genética ainda suscita na opinião pública e o seu reflexo nas questões regulatórias.

Leia uma pequena parte da revisão na ScienceDirect (o acesso ao conteúdo integral está sujeito a pagamento de assinatura)

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